domingo, 26 de setembro de 2010

Polêmicas da 29ª Bienal de São Paulo

Foto de Carol Quintanilha/UOL

A 29ª edição da Bienal Internacional de Arte de São Paulo foi aberta para o publico apenas 2 dias e já foi muito noticiada e comentada. Esse ano suas obras fazem relação entre arte e política, porém é uma pena que poucas das reportagens publicadas ou televisionadas tenham focado o evento como um geral, o que se vê são poucos minutos ou linhas que abrangem a exposição como um todo, o grande assunto desta mostra está sendo a polêmica de 3 trabalhos das mais de 800 obras dos 159 artistas ali expostas, que com certeza você já escutou falar na “Inimigos”, citada aqui mesmo neste blog, que está sendo repudiada pela OAB de SP por autorretratar o artista assassinando famosos como o presidente Lula e o Papa Bento XVI, a obra "Bandeira Branca", do artista plástico brasileiro Nuno Ramos, onde 3 urubus fazem parte da instalação e já foi invadida em protesto pela defesa a liberdade dos animais, por 2 pichadores que escreveram "liberte os urubu" – sim! Tem um “S” a menos, ou a mais... vai saber se queriam que libertasse um urubu só – e a obra "El alma nunca piensa sin imagen"(A alma nunca pensa sem imagem), do argentino Roberto Jacoby, que traz um painel com imagens dos candidatos à presidência Dilma Rousseff e José Serra, e que foi recomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral a ser retirada por considerar que ela faz política em um espaço público, o que é proibido pela lei eleitoral, e mesmo coberta se tornou a mais visitada pelo publico nesses 2 dias de exposição.

obras polêmicas: "Inimigos", "Bandeira Branca" e "El alma nunca piensa sin imagen"

Tomara que esse alvoroço dure pouco tempo, pois é uma pena que uma Bienal tão importante tanto nacional quanto internacionalmente fique restrita a 3 obras e esqueça de outras obras tão interessantes como as imagens da fotografa Nan Goldin que trás a série "The Ballad of Sexual Dependency"(A Balada da dependência sexual), com imagens feitas entre 1979 e 2004 que registram a cena underground, o feminismo, sexualidade e a Aids.

Fotos de Nan Goldin, da obra "The Ballad of Sexual Dependency"

Ou a obra "350 Points Towards Infinity"(350 pontos para o infinito), da italiana Tatiana Trouvé, que mostra inúmeros pêndulos presos ao teto que se cruzam em diagonal e imobilizam-se pouco antes de tocar o solo, dando a impressão de congelamento do tempo.

Obra "350 Points Towards Infinity"da italiana Tatiana Trouvé. Foto de Augusto Gomes.

Também a obra “A pele do invisível” assinada pelo esloveno Tobias Putrih, totalmente confeccionada em madeira e papelão, inspirada no Palácio da Alvorada de Oscar Niemeyer, e nas cidades satélites do Distrito Federal. A obra é um dos 6 terreiros que estão montados na bienal onde haverá projeções de vídeos com diversos filmes incluindo na programação filmes de Glauber Rocha, José Celso Martinez Corrêa, Agnés Varda e Maurício Ianês.

Foto de montagem do Terreiro “A pele do invisível” de Tobias Putrih. Foto de Joel Silveira/Folha

Tomara que o publico admire o trabalho dos 159 artistas e suas 800 obras expostas nos 27 mil metros quadrados do prédio de três andares da Bienal e não apenas as noticiadas.

Video da Tv Estadão, retirado do site Estadão.com

29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo

Endereço: Pavilhão Ciccillo Matarazzo(Prédio da Bienal), Parque do Ibirapuera, Portão 3, São Paulo, SP

Data: 25 de setembro a 12 de dezembro

Horários: 2ª a 4ª feira das 9 às 19h, 5ª e 6ª feira das 9 às 22h e sábado e domingo das 9 às 19h.

Entrada Gratuita

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